É comum que empresas paguem, ao longo dos anos, tributos a mais do que efetivamente deveriam — seja por erro de interpretação de regras complexas, mudanças de legislação não refletidas nos sistemas fiscais internos, ou pela simples falta de tempo para revisar processos que já "funcionam do jeito que sempre funcionaram". O resultado é um volume de créditos tributários que poderia ser recuperado, mas segue parado.

PIS e COFINS estão entre os tributos mais associados a esse tipo de oportunidade, mas não são os únicos. Uma revisão fiscal bem conduzida costuma revelar mais do que a empresa esperava.

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Onde costumam estar os créditos esquecidos

  • Classificação fiscal incorreta de produtos ou serviços, que pode gerar recolhimento a maior de tributos.
  • Créditos de PIS/COFINS não aproveitados sobre insumos que a legislação permite descontar, mas que não foram identificados pelo setor fiscal.
  • Pagamentos em duplicidade ou guias recolhidas indevidamente, especialmente em empresas com múltiplas filiais ou sistemas fiscais descentralizados.
  • Mudanças de regime tributário que não foram totalmente refletidas nos cálculos dos períodos seguintes.

Por que vale revisar mesmo sem indício de erro

Muitas empresas só buscam uma auditoria fiscal quando já percebem algum problema visível — uma autuação, uma inconsistência no balanço, um alerta da contabilidade. Mas boa parte dos créditos recuperáveis está justamente nas empresas que nunca desconfiaram de nada, porque o erro não gera prejuízo aparente: ele só significa que a empresa pagou mais do que devia, sem perceber.

A recuperação desses créditos pode ocorrer via compensação com tributos futuros ou, dependendo do caso, restituição em espécie — mas o primeiro passo é sempre o levantamento técnico, que identifica com precisão o que é juridicamente recuperável e o que não é.

Quer saber se sua empresa tem créditos a recuperar?

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